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Sespa investiga 40 casos suspeitos de doença da urina preta em Santarém e outros 9 na região

Escurecimento da urina é um dos sintomas da Síndrome de Haff, doença da urina preta — Foto: Reprodução/Redes sociais
Escurecimento da urina é um dos sintomas da Síndrome de Haff, doença da urina preta — Foto: Reprodução/Redes sociais

Dados divulgados pelo 9º Centro Regional de Saúde da Sespa, no último dia 16, confirmou a notificação de 49 casos suspeitos de Síndrome de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”. Somente em Santarém, oeste do Pará, são 40 os casos em análise.

Conforme os dados da Sala de Situação dos Casos Suspeitos de Doença de Haff, foram notificados 52 casos suspeitos na área de abrangência do 9º CRS/Sespa, porém, 3 já foram descartados e 49 seguem em investigação.

Os casos em investigação estão distribuídos nos seguintes municípios:

  • Mojuí dos Campos – 2
  • Monte Alegre – 3
  • Óbidos – 2 (1 óbito)
  • Santarém – 40
  • Terra Santa – 1

Todos os pacientes alegam ter apresentado algum sintoma da doença após o consumo de pescado. 45 relataram ter consumido peixe da espécie pacu, 3 comeram pirapitinga, 2 comeram tambaqui e 1 comeu curimatá.

Síndrome de Haff

 

A doença de Haff é caracterizada por sintomas de rabdomiólise (urina escura, fraqueza e dores musculares) associado ao consumo de pescados de água doce, devido a uma toxina que induza essa condição e, consequentemente, o desenvolvimento da doença.

As pessoas que apresentarem algum sintoma de 2 a 12h após ingestão de peixe, devem procurar atendimento médico. Os principais sintomas são: fraqueza, dor muscular, dor de cabeça, dormência e urina escura.

O que causa a Síndrome de Haff?

 

De acordo com infectologistas, a Síndrome de Haff é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar necrose muscular, ou seja, a degradação dos músculos. Outros sintomas da doença são decorrentes desse quadro.

Por que a urina fica escura?

 

Um dos sintomas Síndrome de Haff, a urina escurecida é uma consequência da liberação de uma substância chamada miogobina no corpo. Essa proteína, tóxica para os rins, é liberada pelo próprio organismo, com a necrose muscular – outro sintoma provocado pela Síndrome.

Fonte: G1