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Rodovia Transamazônica continua interditada no sudeste do Pará

Foto: Reprodução

NOVO REPARTIMENTO (PA) – O movimento de luta popular em prol da divulgação dos laudos das mortes dos três caçadores esportivos, encontrados na Reserva Indígena Parakanã, protestam com a interdição da rodovia federal BR-230 (Rodovia Transamazônica), a cerca de 20 quilômetros da cidade de Novo Repartimento, no sudeste do Estado do Pará.

De acordo com informações locais, a interrupção do tráfego acontece a cerca de 20 quilômetros da sede de Novo Repartimento sentido a Marabá. O movimento teve início, neste domingo (21), depois que indígenas resolveram interditar a construção de uma ponte, conhecida como “Ponte do Zezinho do Peixe Frito”. A população indígena atrelou a liberação de recursos para aquisição de veículos à liberação da obra.

Segundo o advogado Cândido Júnior, a pista segue bloqueada nesta quarta-feira (24), por tempo indeterminado. E a manifestação tem o objetivo pedir agilidade na investigação que apura o triplo homicídio. “A morte dos rapazes completa 4 meses e até agora não temos nenhum culpado. Vamos continuar com o nosso grito de pedido de Justiça, finalizou o causídico.”

Triplo homicídio

Os caçadores esportivos Cosmo Ribeiro de Sousa, o “Manel”, José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara desapareceram na tarde do dia 24 de abril de 2022, no interior da Terra Indígena Parakanã, mas os corpos das vítimas só foram localizados no dia 30 de abril dentro da Reserva Indígena Parakanã.

Desde a época do crime, surgiram várias especulações como causa para o triplo homicídio. A mais recente indica que apenas uma vítima era o alvo dos assassinos. O rapaz teria sido executado devido a desavenças durante uma partida de futebol entre índios e brancos. Os outros dois teriam sido mortos por estarem “na hora errada” e no “lugar errado”, mas a polícia ainda não confirmou esta nova versão sobre o caso.

Fonte: Portal Debate