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Professora ‘cimentada’ em São Brás: polícia busca pistas de envolvidos

Filipe Bispo/O Liberal
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a morte da professora aposentada Maria Mendonça dos Santos, de 72 anos. Ela foi assassinada e enterrada no jardim da sua casa, em São Brás. O Corpo de Bombeiros esteve no local (Filipe Bispo/O Liberal)
Maria Santos, de 72 anos, foi enterrada em um calçamento construído no quintal da sua própria casa (Filipe Bispo/O Liberal)

Segundo a Polícia Civil, o corpo foi localizado após a polícia ser acionada por familiares que visitaram a casa da vítima e identificaram a falta de bens e pertences pessoais da idosa, além do jardim substituído por uma calçada de concreto. Diligências estão sendo feitas para levantar informações sobre as motivações e identificar responsáveis pelo crime. Qualquer informação, pode ser repassada via Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.

 

Professora estava desaparecida há 10 dias

A professora morava sozinha e estava desaparecida havia 10 dias. No sábado, a família viu fotos dela nas redes sociais e tentou manter contato com a professora. A pessoa que respondeu disse que Maria Mendonça estava bem e no Rio de Janeiro. No mesmo dia, uma conhecida da família entrou em contato e reafirmou as informações sobre a viagem.

Depois, os parentes descobriram que essa mesma mulher esteve, recentemente, na casa da professora, acompanhada de dois pedreiros. E acionaram, então, a Polícia. Essas informações também estão sendo investigadas pela equipe da Divisão de Homicídios.

A Polícia Científica foi acionada no fim da tarde de domingo (31) para fazer a remoção de um corpo encontrado em uma casa localizada na passagem Honorato Filgueiras, próximo à avenida Governador José Malcher, no bairro de São Brás, em Belém.

Segundo parentes, a Polícia Civil já trabalha com suspeitos de envolvimento no crime, mas não pode dar detalhes, para não que não se atrapalhe a apuração.

Imóvel estava bagunçado, o que não era o perfil da idosa

O corpo foi encontrado já em avançado estado de decomposição e embaixo de um calçamento, feito muito recentemente. Agentes da Divisão de Homicídios foram ao local acompanhados por homens do Corpo de Bombeiros, que levaram instrumentos para auxiliar a retirada. Segundo relatos de vizinhos, que preferem não se identificar, a dona da casa morava sozinha.

Recentemente, ela teria vendido um veículo que possuía e desde então não foi mais vista. “Há dez dias que ela não era vista, até que o irmão chamou a polícia pra abrir a porta. Começamos a desconfiar. Ela não tinha celular e o contato era feito por telefone fixo. De repente, notamos que ela estava com perfis em redes sociais, com postagens cuja linguagem não batia com o perfil dela. Foi quando procuramos a polícia”, disse um parente da vítima, que não quis se identificar.

Familiares e agentes da Polícia Civil entraram na casa no último sábado (30), mas não encontraram a mulher, apenas deram falta de alguns objetos e viram que o imóvel estava bastante bagunçado, o que não era do perfil da idosa.

No domingo, quando retornaram ao local, vasculharam o quintal e perceberam que tinha uma calçada construída no local onde Maria Mendonça cultivava um pé de capim-santo. “Ela jamais tiraria aquela planta do lugar pra construir uma calçada, por isso resolvemos quebrar e ver o que tinha embaixo. Era ela. Agora o que nós queremos é justiça diante de tamanha crueldade, um crime tão bárbaro. Se a pessoa que fez isso queria alguma coisa dela era só levar, mas não precisava fazer isso”, declara o parente.

Fonte: O Liberal