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Prisão de piloto Paraense em Sinop (MT, ajudou a PF apreender mais 1,7 tonelada da droga escondida no pantanal.

Operação da PF apreendeu 462 kg de cloridrato de cocaína em avião e, no mesmo dia, achou mais 1,7 tonelada da droga escondida no pantanal. (Foto: Reprodução)

Após ser preso, piloto Felipe Pacheco informou para PF a localização de 1,7 tonelada de cloridrato de cocaína no MT.

Após a apreensão de 462 kg da droga na aeronave, com a informação do Piloto Felipe Pacheco a PF encontrou mais 1,7 tonelada de cloridrato de cocaína escondida no meio da vegetação densa do Pantanal Mato-grossense, coberta por lonas e folhas, em Poconé (MT).

A Polícia Federal realizou a operação em conjunto com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Militar de Mato Grosso (PM-MT).

Esconderijo no Pantanal

Conforme a investigação, o local já foi usado como esconderijo de drogas anteriormente e tem, nas proximidades, uma pista clandestina para pouso de aviões.

Os pacotes de droga foram localizados após informações e monitoramento da região fronteiriça realizado por órgãos de segurança no combate ao tráfico de drogas.

“Essa atividade faz parte do esforço conjunto e integrado das forças de segurança envolvidas para a repressão a voos ilícitos em pequenas aeronaves carregadas com drogas oriundas dos países produtores fronteiriços. As investigações e investidas contra o tráfico de drogas continuam, com especial atenção à prisão das lideranças e descapitalização das organizações criminosas”, disse a PF.

Segundo boletim de ocorrência registrado após a prisão, Felipe Pacheco confirmou que traficava o entorpecente e informou que receberia R$ 100 mil para realizar o transporte. Ele não revelou qual o país de destino da carga ilícita.

Felipe Pacheco foi preso em operação coordenada pela PF, no último domingo (26/2) -(Foto:Divulgação PF)
Felipe Pacheco foi preso em operação coordenada pela PF, no último domingo (26/2) -(Foto: Divulgação PF)

Encontrado morto no presídio

O paraense Felipe Pacheco, natural de Novo Progresso, no sudoeste do Pará, foi encontrado morto na prisão na terça-feira, 28 de fevereiro, depois de ter sido detido no último domingo, 26, por transportar quase meia tonelada de cocaína em uma aeronave, no Mato Grosso (MT). Ele estava em uma cela desde então, e passava por triagem da Polícia Civil antes de ser transferido. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil do Mato Grosso.

Felipe Pacheco, foi preso no domingo, dia 26, foi ouvido pela PF encaminhado para o presido Osvaldo Florentino Leite (Ferrugem) em Sinop no MT. A família soube da prisão e seguiu para Sinop, não conseguiram visitar o piloto na cadeia; na terça-feira, 28, chegou a informação que Felipe havia cometido suicido com a roupa do corpo. O Piloto estava preso em sela individual.

A informação de suicídio deve ser investigada, pela polícia, familiares não acreditam na tragédia, a família tomou conhecimento da morte pelas redes sociais, não conseguiu visitá-lo no presídio.

Aeronave

Conforme apontou a investigação, a aeronave pertence à empresária de Novo Progresso, em depoimento para polícia Federal, a dona disse que o piloto Felipe Pacheco pegou aeronave sem autorização, que não sabia do envolvimento dele com narcotráfico.

Felipe Pacheco

O Piloto Felipe Pacheco, de 25 anos, é filho de família tradicional, moradores a mais de 30 anos na região garimpeira de Novo Progresso.

O corpo do piloto foi velado na capela da funerária Planeta Pax e sepultado no cemitério municipal sob comoção de amigos e familiares.

 

Felipe Pacheco (Instagram)
Felipe Pacheco (Instagram)
Fonte: Jornal Folha do Progresso