Tá na Ita, tá legal!

Polícia Civil cumpre mandado em casa de adolescente que planejava ataque à escola no nordeste do Pará

A Polícia Civil do Pará, por meio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, com apoio da 3ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), cumpriu, nesta quarta-feira (13), um mandado de busca e apreensão na casa de um adolescente, no município de Irituia, no nordeste paraense. De acordo com as investigações policiais, ele planejava um atentado em uma escola do município, para lembrar o violento atentado a um colégio, no município de Suzano, no Estado de São Paulo, no ano de 2019.

De acordo com a delegada Vanessa Lee, responsável pela apuração do caso, o adolescente estava arquitetando o plano através de grupos em redes sociais. “Todas as conversas entre ele e outros perfis na internet discutiam a intenção de potencialmente cometer atos graves de violência contra crianças, adolescentes, mulheres e animais”, informou a delegada.

Durante o cumprimento do mandado judicial, as equipes policiais apreenderam uma arma falsa modelo Glock, um aparelho celular, além de roupas pretas que foram utilizadas pelo adolescente para trocar fotos com outros perfis em conversas sobre ataques em escolas. As peças de roupas encontradas na residência são semelhantes às usadas pelos autores do ataque ocorrido na escola do município de Suzano, em 2019.

O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Walter Resende, destacou a importância da atuação do serviço de inteligência da instituição para prevenir uma possível tragédia. “Esta foi uma investigação em conjunto com a equipe do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Pará (NIP). A ação policial foi principalmente para prevenir que houvesse qualquer tipo de atentado que colocasse vidas em risco, uma vez que já está ocorrendo o retorno das aulas presenciais”, afirmou o delegado.

O adolescente e a família foram ouvidos e encaminhados para receber apoio psicológico de uma equipe multidisciplinar dos órgãos de proteção do Estado. A diretora da escola também será ouvida. As investigações seguem para identificar outras pessoas possivelmente envolvidas no caso.

Fonte: ASCOM/PCPA