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OPERAÇÃO ESPARAVEL: Força-tarefa na Região Tocantins faz mais de 40 prisões e desarticula grupos criminosos

Policiais conduzem presos em mais um dia de combate ao crime na Região de Integração Tocantins
Policiais conduzem presos em mais um dia de combate ao crime na Região de Integração Tocantins. Foto: David Alves / Ag Pará

Quase um mês após o início das ações integradas dos órgãos de Segurança Pública por meio da Operação Esparavel, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) no  município de Igarapé-Miri, Região de Integração Tocantins, já foram efetuadas mais de 40 prisões e recaptura de foragidos, incluindo lideranças de grupos criminosos que atuavam na região, e agora estão sendo desarticulados.

A ação policial garante a segurança no município, que se mantém há 54 dias sem registro de crimes violentos letais Intencionais (CVLI), que incluem homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

A Região de Integração Tocantins, especificamente a área de Igarapé-Miri, é considerada extensa e muito produtiva, e vinha enfrentando problemas em relação à criminalidade, tanto na área urbana – com sequestros -, quanto na zona rural – com a prática de roubos em residências ribeirinhas. Uma força-tarefa dos órgãos de segurança intensificou as ações desde o mês de março, e vem obtendo resultados positivos, incluindo a redução dos indicadores de criminalidade, informa o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Secretário Ualame Machado: resultados positivos
Secretário Ualame Machado: resultados positivos. Foto: Alex Ribeiro / Ag. Pará

“Estamos há quase um mês com a Operação Esparavel, em que intensificamos as ações integradas e colocamos o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel na cidade. Usamos helicópteros, lanchas blindadas e todo o aparato policial para essa missão, que nos trouxe resultados muito positivos. Já foram mais de 40 prisões realizadas, incluindo as principais lideranças que atuavam nas organizações criminosas na região. Algumas morreram em confronto com as equipes policiais no momento da abordagem. Também apreendemos drogas e armamentos de grosso calibre usados em atos criminosos. Isso demonstra a envergadura da organização que agia na região, mas principalmente a força do Estado no combate a essas práticas criminosas, com a resposta que temos dado, trazendo Igarapé-Miri não só para uma sequência de dias sem crimes violentos letais intencionais, mas também mantendo a tranquilidade da população em relação aos crimes de roubo e furto, que diminuíram significativamente nesse período”, afirma o titular da Segup.

Centro Integrado de Comando e Controle Móvel instalado em Igarapé-Miri
Centro Integrado de Comando e Controle Móvel instalado em Igarapé-Miri. Foto: David Alves / Ag Pará

Diferencial – A parceria da população da região com os órgãos de Segurança Pública, por meio de denúncias anônimas, tem sido um grande diferencial para a assertividade das ações integradas, resultando no aumento do número de denúncias, e por meio delas a elucidação de crimes e captura de criminosos.

Na última terça-feira (11), após denúncia anônima por meio do Disque Denúncia 181, repassada pelo CICC móvel, equipes especializadas que atuam na Operação Esparavel localizaram um homem conhecido por “Pirata”, que liderava um grupo criminoso no município e respondia por diversos delitos na região, como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e porte de arma.

Rondas e abordagens constantes integram a Operação
Rondas e abordagens constantes integram a Operação. Foto: David Alves / Ag Pará

O investigado estava escondido na localidade Ramal do Arapari, em área de mata. Durante a diligência, ele portava uma pistola e tentou confrontar os agentes, que em ato de defesa reagiram atingindo “Pirata”, que imediatamente foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, porém não resistiu e faleceu. Com ele, foi apreendida uma pistola Taurus calibre .380.

No último mês, após várias denúncias anônimas pelo 181, outros membros de grupos criminosos também foram presos em flagrante, inclusive por tráfico de drogas.

Redução da criminalidade – Os resultados positivos estão sendo identificados principalmente nos crimes violentos letais intencionais (CVLI) e roubos em Igarapé-Miri. No período de 16 de março (início da Operação) até a última terça-feira (11), foi registrada a redução de 74,28% nos crimes de roubo, em comparação ao mesmo período de 2021 (com nove casos) e 2022 (35 casos).

Em relação aos CVLIs, o último caso foi computado em fevereiro deste ano. O município está há 54 dias sem nenhum registro desses crimes.

De 16 de março até esta quarta-feira (12), 40 pessoas foram presas em flagrante, oito mandados de prisão foram cumpridos e recapturados dois foragidos do sistema penitenciário. Também houve apreensão de quase três quilos de entorpecentes, 43 munições e 25 armas de fogo. Os policiais fizeram 3.518 abordagens a pessoas, veículos e embarcações, durante as rondas e barreiras.

Foto: David Alves / Ag Pará

Operação Esparavel – As ações iniciadas em Igarapé-Miri prosseguem com o objetivo de reforçar o efetivo policial no município de forma permanente e contínua, intensificando rondas nas vias, rios e furos, com ocupação e saturação por meio do choque operacional, a fim de diminuir os indicadores de criminalidade, combater as ações criminosas e garantir segurança aos moradores da região.

Participam da Operação agentes das polícias Civil e Militar, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), Disque Denúncia, Grupamento Fluvial (GFlu) e Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

Serviço: Qualquer pessoa pode contribuir com o Estado por meio das forças de segurança denunciando delitos. Em caso de urgência e emergência, ligue 190 ou acione o Disque Denúncia pelo 181, ou ainda via WhatsApp (91) 98115-9181, por meio da Inteligência Artificial Rápida e Anônima (Iara), canal que recebe da população áudios, mensagens, vídeos e localização em tempo real. Sigilo e anonimato são garantidos, inclusive sem identificar o contato do denunciante.

 

Fonte: Agência Pará