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Mulher é presa após de fazer mais de 30 mil ligações à polícia apenas para perturbar, em São Paulo

Um levantamento oficial feito pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) constatou que a mulher, de 42 anos, presa na cidade de Tarabai, no estado de São Paulo, pelo crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, realizou um total de 31.304 ligações telefônicas ao número de emergência 190 durante o período de 1º de janeiro de 2021 a 30 de maio de 2022.

Isso significa uma média de 60,78 telefonemas por dia para a corporação.

O número do Copom supera em mais de dez vezes a projeção inicial estimada pela Polícia Civil, que era de um total em torno de três mil ligações.

De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (1º), as chamadas foram realizadas através de três números diferentes de telefones celulares ao longo do período de 515 dias.

Além desse total de ligações direcionadas à Polícia Militar, ainda é atribuída à mesma mulher a autoria de mais de 300 telefonemas feitos à Delegacia da Polícia Civil, em Tarabai.

“Ela sempre quis xingar policiais. Ela sempre teve esse problema. Xingava policiais, desacatava, ameaçava, muito antes dessas ligações, tanto é que ela não podia nem se aproximar da delegacia. Então, ela sempre demonstrou ódio a policiais civis e militares da cidade”, conta o delegado responsável pelo caso.

Ainda de acordo com o responsável pelas investigações, o comportamento da mulher deixava evidente a sua intenção de apenas perturbar o trabalho policial.

O delegado salientou que o tipo de ligação feita pela mulher às repartições policiais não pode ser considerado como “trote”.

“Na verdade, eu não usei a palavra trote porque o trote, às vezes, é uma brincadeira. Então, eu trato como turbações, mesmo. Porque ela ligava para falar coisas diversas. Algumas coisas até reais, mas sem nenhum tipo de relevância policial. ‘Ah, eu vi um gato abandonado’. Então, trote eu acho que não abarcaria tudo o que ela fez. Trote passa muita brincadeira e ela teve dolo mesmo”, disse o delegado.

De acordo com o delegado Rafael Galvão, a mulher não deixou de fazer as ligações mesmo após ter sido proibida por ordem da Justiça de continuar a adotar tal procedimento.

A insistência nos atos fez com que a Polícia Civil pedisse ao Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva da suspeita, medida que foi atendida após a concordância do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP).

Fonte: G1