Tá na Ita, tá legal!

Itaituba: Regional do Tapajós adota musicoterapia como tratamento de pacientes na UTI

Foto: Divulgação

Usada como um recurso híbrido na saúde, aliando a arte com a terapia humanizada, a musicoterapia também é usada para a promoção de comunicação e expressão entre os pacientes e aos profissionais da área, e ainda, no alívio da ansiedade dentro do contexto hospitalar.

A técnica tem apresentado um resultado sem igual na recuperação dos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital Regional do Tapajós (HRT), em Itaituba, no sudeste paraense.

Os voluntários cantam ou tocam canções de diferentes estilos musicais, pelo menos, duas vezes por semana, com o objetivo de melhorar o bem-estar de quem está em tratamento de saúde na unidade.

Humanização

O trabalho é feito sempre após a visita dos familiares dos pacientes. “Na UTI os pacientes ficam emocionalmente mais sensíveis, principalmente, após verem seus familiares, outros nem recebem visita. Então, usamos a musicoterapia como ferramenta que envolve a humanização. É um momento de terapia não só para os pacientes, mas também para os profissionais. Ver no olhar deles a alegria é gratificante.  Esse momento traz descontração, quebra um pouco essa rotina hospitalar, de remédios, curativos”, explicou a supervisora da UTI, Edielma Lira.

Os benefícios são comprovados pelos estudos científicos e vistos no processo da terapia, os quais são observados um bom desenvolvimento dos pacientes nas sessões, melhor desempenho em suas sensações corporais e na capacidade que vão desenvolvendo em expressar suas emoções com mais facilidade.

Edielma Lira ainda destaca que a ação promove sentimento de gratidão entre os pacientes recuperados e, logo após sua alta, eles enviam mensagens de agradecimento.

Experiência

Uma das voluntárias do projeto é a enfermeira Arlete Lemos. Ela relata o quanto tem satisfação em observar os bons sentimentos que a música traz ao paciente.

“Desde a pandemia, colocamos para os pacientes, músicas que retratavam a fé, a cura, a força e a coragem. Já vivi várias experiências. Uma delas foi quando uma paciente demonstrou sua preocupação e ansiedade e perguntava a todo instante se ela iria ser curada, coloquei uma música pelo celular e, em seguida, a emoção tomou conta do espaço, porque a letra da canção falava de cura, ou seja, foi gesto que transformou a realidade da paciente e, é a minha, que dediquei meu tempo para ajudar o próximo. Depois disso nossa equipe aprimorou a ideia e surgiu o desejo de fazer um coral”, afirmou.

O hospital se destaca pelo cuidado humanizado oferecido. “Nosso objetivo é humanizar cada vez mais o HRT, os mais diversos setores, oportunizando a melhoria contínua dos nossos pacientes. Queremos que nossa meta seja alcançada com mais projetos como o da musicoterapia”, frisou Mateus Coutinho, diretor- geral do HRT.

Administrado pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o hospital conta com 153 leitos de internações, sendo 81 clínicos cirúrgicos, 19 clínicos médicos, 20 UTI Adulto, 10 UTI Pediátrica, 10 UTI Neonatal, 08 Ginecológicos e obstétricos e 05 leitos UCI Canguru.

Com informações Ascom HRT