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Homem que confessou ter matado menina que sumiu ao ir à padaria usou parte de freezer e guarda-roupa para queimar corpo

Foto: Reprodução

A delegada Caroline Borges Braga responsável pela investigação da morte da adolescente Luana Marcelo Alves, de 12 anos, explicou que o homem que confessou ter cometido o crime utilizou parte de um freezer e de um guarda-roupa para queimar o corpo da vítima. A menina que desapareceu há dois dias após ir à padaria foi encontrada morta e enterrada na casa do ajudante de pedreiro Reidimar Silva Santos, no setor Madre Germana II, em Goiânia, na manhã desta terça-feira (29).

“Ela já estava morta. Tem uns freezers grandes que atrás tem isopor, eu coloquei fogo no isopor. Eu tinha quebrado o guarda-roupa, comecei a jogar o guarda-roupa e começou a fazer um fogão. Do nada “passou um trem” na minha cabeça de jogar ela no jogo”, admitiu o homem.

g1 não localizou a defesa de Reidimar até a última atualização desta reportagem. Segundo a delegada, os materiais utilizados por ele para queimar o corpo foram encontrados em um terreno em frente a casa em que ele morava. Em um vídeo, o homem descreve onde pegou os materiais e como os utilizou para queimar o corpo da menina (assista acima).

De acordo com a polícia, o homem havia alugado esse barracão há apenas quatro dias, na sexta-feira (25), e que o local ainda não tinha energia elétrica.

“Na casa dele não tinha nem energia. É um barracão que ele tinha alugado sexta-feira. Ele saído de outra casa na sexta-feira e foi pra esse barracão”, esclareceu.

 

Na tarde desta terça-feira (29), a Polícia Técnico Científica realiza a perícia do local do crime. Os policiais cavaram dentro e fora da residência em busca dos restos mortais de Luana. A delegada Caroline aguarda o laudo das buscas no terreno para prosseguir com o processo.

Luana Marcelo e parte de freezer utilizado por Reidimar Silva Santos para queimar o corpo da vítima, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Wildes Barbosa/O Popular
Luana Marcelo e parte de freezer utilizado por Reidimar Silva Santos para queimar o corpo da vítima, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera e Wildes Barbosa/O Popular

Até o momento, no entanto, a delegada não acredita, no entanto, que o crime tenha sido premeditado.

“Acreditamos que ele não tenha premeditado, mas teria sido um crime de oportunidade. A menina teria passado por ele, ele feito a abordagem e os demais crimes”, acrescentou a delegada.

 

A menina de 12 anos desapareceu no domingo (27), após ir a uma padaria localizada a cerca de 400 metros da casa dela. Vídeos de câmeras de segurança mostram parte do percurso realizado pela menina na ida e na volta do estabelecimento  Reidimar disse à Polícia Civil que matou a adolescente enforcada e colocou fogo no corpo antes de enterrar a vítima.

O homem ainda jogou cimento por cima da cova, o que dificultou a descoberta. Ele teria convencido a menina a entrar no carro dele dizendo que devia dinheiro aos pais dela e iria fazer o pagamento. Ao ser preso em sua residência, ele também confessou ter tentado estuprar a menina antes de matá-la e disse não haver motivação para o crime. Um vídeo registrado pela polícia mostra o momento em que Reidimar confessou os crimes à corporação.

Além do crime cometido contra Luana, a delegada não descarta que o homem tenha cometido crimes contra outras vítimas. Reidimar, que já foi preso pelos crimes de roubo e estupro, agora deve responder por tentativa de estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele segue preso na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Homem confessa que matou menina enforcada em Goiânia
Homem confessa que matou menina enforcada em Goiânia. Foto: Reprodução

Desaparecimento

 

A menina sumiu na manhã do último domingo (27), no setor Madre Germana 2. A diarista Jheiny Hellen, de 31 anos, contou que a filha foi ao estabelecimento com R$ 10. Segundo a mãe, Luana nunca saiu de casa sem avisar e não passava por problemas pessoais ou de saúde.

 

A Polícia Civil iniciou a investigação na segunda-feira (28) e o suspeito do caso foi ouvido na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O carro dele foi enviado para o Instituto de Criminalística, na capital, para ser periciado.

Imagens de câmera de segurança mostraram Luana indo e em seguida voltando da padaria com uma sacola na mão. Quando a adolescente entrou na rua de casa, o circuito de monitoramento não filmou e ela não foi mais vista.

Fonte: G1 Goiás.