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Estás endividado? Confira onde e como negociar débitos

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada em dezembro do ano passado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou que cerca de 76,6% das famílias brasileiras estavam endividadas no mês anterior, novembro. As dívidas foram contraídas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa.

O endividamento pode gerar inúmeras consequências ao consumidor, que sofrerá restrições por estar com o nome negativado. Significa que a pessoa vai ter dificuldades, por exemplo, para efetivar financiamentos e até mesmo para realizar sonhos, como fazer uma viagem e trocar de carro.

Mas, a boa notícia é que atualmente existem diversas formas e linhas de negociação especiais que estão sendo ofertadas por instituições financeiras e pelo próprio governo federal, que criou o programa Desenrola Brasil com o intuito de facilitar a negociação de dívidas e tornar os brasileiros adimplentes.

Dentre as opções para negociar dívidas está a Serasa Experian. Diversas empresas possuem cadastro na Serasa e isto significa que o consumidor pode buscar esta negociação sem precisar sair de casa. Basta acessar o site da Serasa para consultar se a empresa credora possui cadastro e quais são as condições para quitar a dívida.

CPF

Economista e educador financeiro, Luiz Carlos Silva explica que estar com o CPF negativado por causa de uma dívida é ruim tanto para o consumidor quanto para a própria economia do país. “Estar adimplente é bom para a economia como um todo, porque a roda começa a girar positivamente e o país todo ganha com isso”, diz.

Apesar da facilidade de buscar uma negociação on-line, Luiz alerta para que o consumidor se cerque de cuidados para não cair em golpes. Ou seja, se for buscar a negociação desta forma, o ideal é se certificar que aquela instituição financeira é registrada pelo Banco Central, a exemplo da Serasa.

“Todas as empresas cadastradas na Serasa podem ofertar a negociação por lá. Mas nem todas estão registradas lá. Se ainda assim a pessoa não se sentir segura, o ideal é fazer a negociação presencialmente. Nesse caso, o consumidor precisará procurar os seus credores. Pode ser uma loja, um banco”, exemplifica.

Outro ponto destacado pelo economista é que, ao procurar o credor, o consumidor precisa ouvir primeiro a proposta da empresa para depois apresentar uma contraproposta que seja economicamente mais viável.

“A pessoa deve fazer uma negociação dentro dos seus limites. Tem que estar ciente do limite de valor que vai poder pagar. E as parcelas da negociação devem comprometer, no máximo, até 30% da renda líquida”, informa. “Antes de buscar o credor, as pessoas precisam listar todas as dívidas para saber até quanto podem pagar”, reforça.

O especialista lembra que quando a família está endividada não basta somente pagar as dívidas. É preciso adotar mudanças de hábitos de consumo. “O primeiro de tudo é cortar todos os supérfluos. Precisa reunir a família, discutir com os filhos onde podem economizar. Este é o primeiro passo. E se tiver possibilidade de conseguir uma renda extra, isso também é importante. Sem isso, a bola de neve só cresce. Tem que haver uma forma de estancar o crescimento da dívida e aumentar a renda”, pondera.

Fonte: DOL