Tá na Ita, tá legal!

Estado do Pará é novamente o campeão em desmatamento

O MÊS DE OUTUBRO FOI O MÊS COM MAIOR INDICE DE DESMATAMENTO SEGUNDO DADOS DIVULGADOS PELO INPE NESTA SEXTA-FEIRA. A AMAZÔNIA LEGAL TEVE UMA ÁREA DE 877 KM² SOB ALERTA DE DESMATAMENTO, UMA ALTA DE 5% EM RELAÇÃO A 2020 SE TORNANDO UM NOVO RECORDE. A AMAZÔNIA LEGAL CORRESPONDE A 59% DO TERRITÓRIO BRASILEIRO, E ENGLOBA A ÁREA DE 8 ESTADOS SENDO ELES O ESTADO DO ACRE, B AMAPÁ, AMAZONAS, MATO GROSSO, PARÁ, RONDÔNIA, RORAIMA E TOCANTINS ALÉM DE PARTE DO MARANHÃO.

E COMO SEMPRE, MAIS UMA VEZ O ESTADO DO PARÁ FOI O CAMPEÃO EM RELAÇÃO AO DESMATAMENTO, COM 501 KM² EM SEGUIDA VEM O ESTADO DO AMAZÔNAS, COM 116 KM², MATO GROSSO, COM 105 KM², E RONDÔNIA, COM 100 KM².

O ACRE TEVE 40 KM² SOB ALERTA; RORAIMA, 8 KM²; O MARANHÃO, 4 KM²; O AMAPÁ, 2 KM²; E O TOCANTINS, 1 KM².

NA COP26, QUE ESTÁ SENDO REALIZADA EM GLASGOW, NA ESCÓCIA, O BRASIL IGNOROU OS RECORDES DE DEVASTAÇÃO E PROMETEU ACABAR COM O DESMATAMENTO ILEGAL ATÉ 2028.

PARA O OBSERVATÓRIO DO CLIMA, O BRASIL TENTA CRIAR UMA IMAGEM DE PAÍS PREOCUPADO COM A CRISE CLIMÁTICA, MAS NA PRÁTICA NÃO É BEM ASSIM. “SOB PRESSÃO INTERNACIONAL, ASSINOU ACORDOS MULTILATERAIS CONTRA O DESMATAMENTO E AS EMISSÕES DE METANO, VEM DEIXANDO SEUS DIPLOMATAS TRABALHAREM DE FORMA CONSTRUTIVA NA NEGOCIAÇÃO E MONTOU UM ESQUEMA GIGANTESCO DE PROPAGANDA COM AJUDA DOS LOBBIES DO AGRO E DA INDÚSTRIA”.

“EM CASA, PORÉM, É QUE RESIDE O TAL ‘BRASIL REAL’ DE QUE TANTO FALA O MINISTRO JOAQUIM LEITE: UM PAÍS QUE DESMONTOU AS POLÍTICAS DE COMBATE AO DESMATAMENTO, MAIOR CAUSA DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA, QUE GASTOU CENTENAS DE MILHÕES DE REAIS EM OPERAÇÕES MILITARES INÓCUAS E QUE TEM AO MENOS CINCO PROJETOS DE LEI NO CONGRESSO QUE ANISTIAM O ROUBO DE TERRAS, ACABAM COM O LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AMEAÇAM AS TERRAS INDÍGENAS, BARREIRAS MAIS EFICAZES CONTRA A DEVASTAÇÃO”, DIZ O OBSERVATÓRIO DO CLIMA.

SEGUNDO O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, JOAQUIM LEITE, AS ETAPAS PARA CUMPRIR O OBJETIVO SERÃO AS SEGUINTES:

• REDUÇÃO DE 15% AO ANO ATÉ 2024;

• REDUÇÃO DE 40% AO ANO EM 2025 E EM 2026;

• REDUÇÃO DE 50% EM 2027;

• ZERAR O DESMATAMENTO ILEGAL EM 2028.