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Criança morre e 5 integrantes da família passam mal após comerem mandioca no Distrito de Curuai

Família comeu mandioca, achando ser macaxeira — Foto: Ulisses Farias/TV Tapajós
Família comeu mandioca, achando ser macaxeira — Foto: Ulisses Farias/TV Tapajós

Uma criança de 3 anos morreu e 5 integrantes da mesma família passaram mal após comerem mandioca, acreditando ser macaxeira. O caso aconteceu na quinta (4) no Distrito de Curuai em Santarém, no oeste do Pará.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a família comeu a mandioca por volta das 15h, mas começaram a passar mal somente às 20h, que foi quando o socorro foi solicitado.

Ainda segundo o Samu, quando os socorristas chegaram na residência, a criança de 3 anos já estava morta e outra de 5 anos estava inconsciente. Uma criança de 6 anos, um adolescente de 11 anos e dois adultos também estavam passando mal.

A família recebeu os primeiros atendimentos ainda na comunidade e depois foram levados para a comunidade Aninduba onde embarcaram na ambulancha e foram levados para o Pronto Socorro de Santarém, onde permanecem internados.

Vítimas do envenenamento

 

  • Francinaldo do Carmo Furtado, 42 anos
  • Rosirene de Oliveira Costa, 36 anos
  • Guilherme Costa Furtado, 11 anos
  • Alessandro Costa Furtado, 5 anos.
  • Eduardo Gabriel Costa – 6 anos

 

Mandioca Mansa vs Mandioca brava

 

Segundo o médico gastroenterologista, Carlos Martins, a mandioca brava contém cianeto de hidrogênio (HCN), uma toxina termolábil e volátil, por isso, quando consumida sem o devido preparo pode levar até à morte.

“Tanto a mandioca brava quanto na mandioca mansa, produzem a toxina, mas só que na macaxeira (mandioca mansa) a quantidade de toxina é menor. Por isso a macaxeira pode ser consumida após ser cozida, já a mandioca brava somente se for torrada, que é na fabricação da farinha ou, após passar por um período longo de cozimento”, explicou.

Ainda segundo o médico, as toxinas liberada pela raiz podem causar distúrbios gastrointestinais e neurológicos, como convulsões, dilatação da pupila e até coma.

Fonte: G1 Santarém