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Censo 2022: número de idosos e de mulheres cresce no Pará

A população brasileira está mais velha e mais feminina, aponta o levantamento do Censo Demográfico 2022 sobre “Idade e Sexo da população”, divulgado na última sexta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na sede da superintendência do órgão no Pará.

De acordo com o levantamento, as mulheres representam 51,5% da população do Brasil, com 104,5 milhões. No Pará, são 4.068.751 mulheres, o que representa 50,1% da população total. Isso representa 99,6 homens para cada 100 mulheres – em 2010, eram de 101,7. Os municípios do Pará com maiores percentuais de mulheres em sua população são Belém (53,14%); Ananindeua (52,52%); Castanhal (51,88%); Capanema (51,20%); e Marituba (51,07%).

IDOSOS

O Censo também revelou que a população de idosos no Brasil vem crescendo e que as regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste têm população mais jovem do que o Sul e o Sudeste do país. No Pará, como no restante do Brasil, a população vem envelhecendo ao longo das décadas. Porém, como os demais estados nortistas, o índice de envelhecimento e a idade mediana da população paraense ficaram abaixo das médias nacionais, indicando uma população mais jovem.

Dos 8.121.025 habitantes do Estado, 4.068.751 são mulheres e 4.052.274 são homens. E 64,6% da população paraense tem idades que vão de 15 a 59 anos. Essa faixa etária reúne 5.253.406 de pessoas, sendo pouco mais da metade (2.637.966 pessoas) formada por mulheres. Já 24,5% da população do Pará é de crianças e adolescentes (0 a 14 anos), um total de 1.991.197 habitantes, sendo 1.015.524 de meninos (mais da metade). Já os Idosos representam 10,7% da população paraense, somando um total de 876.422 pessoas (60 anos ou mais), com mais da metade sendo mulheres: 455.112 de idosas.

“A cada década nós percebemos um estreitamento da base da pirâmide, ela vai ficando menor principalmente pela queda de secundidade. Cada vez nascem menos crianças, os casais vêm tendo menos filhos, então essa base se estreita e o topo se alarga, as idades mais avançadas tendem a aumentar, significando que a população está envelhecendo. Isso acontece também em virtude da maior expectativa de vida, e da queda da taxa de mortalidade. Isso é um processo que já vem de algumas décadas. E a pirâmide etária também traz essa composição em termos de presença de homens e mulheres na população”, pontua o analista de pesquisas do IBGE Pará, Luiz Cláudio Martins.

“Um indicador importante em relação ao envelhecimento da população é o índice de envelhecimento, que mostra a relação entre a quantidade de pessoas de 65 ou mais de idade em relação à população de zero a 14 anos. Quanto maior é o indicador, mais envelhecida é a população. O Brasil teve um índice de envelhecimento de 55,2, com os menores indicadores nas regiões Norte e Centro-Oeste. Em relação ao Pará, o índice de envelhecimento no Estado foi de 29,6, o que significa que existem 29,6 idosos para cada 100 crianças de zero a 14 anos de idade. Em 2010, esse índice era de 15,3%, indicando um processo de envelhecimento da população no Estado. Belém é o município com maior índice de envelhecimento, 59,5, inclusive acima do índice Brasil”, conclui Luiz Cláudio Martins.

TENDÊNCIA

Ele ainda destaca que as mulheres têm uma tendência de viverem mais. “A gente percebe também que com o processo de envelhecimento, as mulheres têm uma tendência de viverem mais, e as estatísticas mostram isso. Então, conforme a população vai envelhecendo, há uma maior tendência de uma presença cada vez maior das mulheres, em virtude delas terem uma maior expectativa de vida em relação aos homens. Então, o Brasil vem apresentando esse comportamento da pirâmide etária e o Pará também. O estreitamento da sua base e o alargamento do seu topo, significando que a população vem envelhecendo e aquela população, aquelas faixas etárias mais jovens, vem reduzindo”, explica.

MUNICÍPIOS PARAENSES

  • O IBGE destaca também que os 10 municípios paraenses com maior percentual de crianças e adolescentes (0 a 14 anos) sobre o total de suas populações são: Melgaço (onde 38,54% da população total têm de 0 a 14 anos de idade), Bagre (38,23% da população), Jacareacanga (37,61%), Anajás (34,66%), Portel (33,89%), Chaves (33,36%), Breves (33,01%), Afuá (32,86%), Curralinho (32,25%) e Gurupá (31,66%).
  • Os jovens e adultos (15 a 59 anos) tem participação expressiva no total de população em Rondon do Pará (69,29% da população municipal com idades que vão de 15 a 59 anos); Santa Izabel do Pará (69,09%), Ulianópolis (68,93%), Marituba (68,26%), Parauapebas (68,07%), Ananindeua (68,06%), Canaã dos Carajás (67,76%), Castanhal (67,14%), Santa Cruz do Arari (67,08%) e Baião (66,92%).
  • De acordo com os dados, os 10 municípios com maiores percentuais de idosos (60 anos de idade) sobre o total de residentes são Nova Timboteua (onde 16,25% da população total têm 60 anos ou mais), São João da Ponta (16,19%), Peixe-Boi (16%), Belém (15,76%), Magalhães Barata (15,39%), Marapanim (15,37%), Conceição do Araguaia (14,73%), Maracanã (14,45%), São Francisco do Pará (14,44%), Primavera (14,28%).
  • Pessoas com 100 anos ou mais estão em maior quantidade (em números absolutos) em Belém (onde 307 das pessoas recenseadas tinham 100 anos ou mais de idade), Ananindeua (80 pessoas), Breves (65), Abaetetuba (56), Cametá (50), Barcarena (39), Oeiras do Pará (34), Igarapé-Miri (34), Curralinho (33) e Santarém (29).
  • O Brasil teve índice de envelhecimento de 55,24, com menores índices nas regiões Norte (27,60); Centro-oeste (42,44) e Nordeste (47,89). Os maiores índices de envelhecimento foram os das regiões Sudeste (67,81) e Sul (65,61). O índice do Pará foi de 29,6, o que significa que existem 29,6 idosos para cada 100 crianças (em 2010, esse índice era de 15,3).
  • Belém é o município paraense com o maior índice de envelhecimento: 59,5. Em seguida, aparecem Nova Timboteua, com índice de 58; Peixe-boi, com 52,6; Marapanim, com 49, 2; e Conceição do Araguaia, com 45,3. O município de Bagre teve o menor índice de envelhecimento do Pará: 8,7. Também tiveram baixos índices de envelhecimento os municípios de Anajás (11,8), Canaã dos Carajás (11,6), Jacareacanga (9,5) e Melgaço (9,3).
  • De modo geral, o Brasil teve idade mediana em 35 anos. No Pará, a idade mediana ficou em 29 anos, a mesma da região Norte, que foi a menor entre as regiões. O Centro-oeste e Nordeste ficaram com idades medianas em 33 anos. Já o Sul (36 anos) e o Sudeste (37 anos) ficaram com idades acima da média Brasil.
  • Os municípios paraenses com maiores idades medianas foram Belém (36 anos), Peixe-boi (35 anos), Nova Timboteua (35 anos), São Francisco do Pará (33 anos) e Marapanim (33 anos). Enquanto as populações de Bagre (19 anos), Melgaço (19 anos), Jacareacanga (20 anos), Anajás (21 anos), Breves (22 anos) tiveram as menores idades medianas em solo paraense.