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Altamira: Sargento da Policia Militar é acusado de estupro contra quatro crianças entre 6 e 12 anos

Suspeito era próximo das vítimas abusadas - Foto: Divulgação
Suspeito era próximo das vítimas abusadas – Foto: Divulgação

A confirmação que a mãe de uma menina de apenas de 12 anos teve foi a que ela nunca esperou que acontecesse. A filha, que mudou o comportamento de uns anos para cá, conseguiu após o choro contar para a mãe que era vítima de abuso sexual.

Segundo a denunciante, o principal suspeito de cometer o crime contra ela foi identificado como Adriano Augusto Silva David, atual sargento da Polícia Militar em Altamira, no sudoeste do Pará.

“Eu abracei ela, comecei a chorar, e aí ela não aguentou e chorou, um choro tão desesperador que eu entendi que aquilo ali era um choro de alívio por conseguir me contar. Ali eu já tinha a minha confirmação”, disse a mãe.

As denúncias foram formalizadas na delegacia, pelo menos 4 crianças, duas de 6 anos, uma de 9 e a de 12, todas amigas da filha de 8 anos do sargento. Mas o caso só veio à tona após uma das meninas criar coragem e denunciar que a primeira vez teria acontecido quando ela tinha apenas 5 anos. O relato enviado por essa mãe é forte.

“Eu descobri porque eu converso com ela. Apesar de eles ter conquistado a minha confiança, eu confiava muito dela estar com eles lá, tá junto com a filha dele, confiava muito, mas desconfiando. Eu sempre conversava com ela quando chegava em casa e perguntava se tinha acontecido alguma coisa, se se alguém tinha maltratado ela, explicava sobre abusos que ninguém podia tocar nela, que se tocasse era abuso. Um dia eu tava assistindo tik tok e passou uma reportagem sobre abuso sexual, de um pai que abusava de uma filha e ela ficou assistindo o vídeo comigo. Aí quando terminou o vídeo fui orientar ela mais uma vez, aí ela foi e falou: ‘Mamãe, posso contar uma coisa?’, e eu falei: ‘Pode, meu amor’. Aí ela falou: ‘Num tem o tio Augusto? Ele tá abusando de mim.’. Aí ela foi e me contou detalhes por detalhes. Que quando estavam no quarto da filha dele brincando, ele enfiava a mão nas calças dela e ficava pegando nas partes íntimas dela e pegava a mão dela e colocava nas partes íntimas dele.”, falou.

Nossa equipe teve acesso ao documento que pede a prisão preventiva do policial militar no dia 05 de julho de 2023. Os relatos das mães das vítimas foram detalhados e contam como Augusto, utilizava passeios a balneários e até cinema como desculpa para ficar a sós com as vítimas e praticar o crime, uma delas inclusive, seria a própria sobrinha. No depoimento a mãe disse que a filha “era vítima dos abusos há muito tempo e que não contava por ter medo, já que Augusto deixava a arma embaixo da cama, enquanto cometia o estupro”.

Parte do documento com depoimento e pedido de prisão – Foto: Divulgação

 

“Os outros acontecimentos eram com todas as crianças juntas. E esse do aniversário ele foi deixar elas no aniversário, ele pediu pra deixar elas lá no aniversário da sobrinha dele, a gente confiou e deixou. Ele levou todas as crianças. No percurso ela disse que ele inventou de colocar ela no colo pra ir dirigindo e foi pegando nas partes íntimas dela até chegar lá. E ela disse que esse dia foi o pior de todos porque o percurso era longo e doía e ardia muito, ele tentando enfiar o dedo nela.”, explicou uma das mães.

Nossa equipe procurou a Polícia Militar que por meio de nota informou que: “A Corregedoria-Geral da Corporação vai instaurar um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias do fato.” O esclarecimento finaliza informando que “não compactua com desvios de conduta de nenhum de seus agentes.”, mas não foi respondido se o suspeito foi preso ou está foragido. Enquanto não há essa confirmação, as vítimas e familiares seguem com medo.

Polícia Militar do Pará enviou nota sobre o caso. Confira:

 

“As meninas fizeram os exames e já saiu o resultado. Já saiu a medida dele, pra pedir o mandado de prisão, mas ele tá foragido e a gente teme pela nossa segurança. Por ele ser policial, por ele estar sempre armado. Porque isso que intimidava as meninas, porque ela disse que nunca falou porque ele vivia armado. E a gente quer justiça. Ele tem que ser preso! Esse homem tem que ser preso, ele não pode ficar solto de jeito nenhum, ele é psicopata!”, desabafou uma das mães.

O caso é acompanhado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente de Altamira. Exames foram realizados nas meninas e comprovaram os abusos sexuais.

Fonte: Confirma Notícia