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Advogados vinculados ao PCC são proibidos de atuar no Pará

 

De acordo com a investigação do Gaeco/MPPA, os advogados são suspeitos de serem filiados ao PCC, com um trabalho dedicado para defender a Organização Criminosa – (Foto:| Divulgação MPPA)

 

As provas obtidas pelo Gaeco foram suficientes para sustentar a liminar que suspendeu a atividade dos advogados investigados.

 

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) obteve, junto ao Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), a liminar que suspende a atuação profissional de dois advogados investigados de serem associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa medida cautelar foi realizada em parceria com a 6ª Procuradoria de Justiça Criminal e o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO).

 

Os advogados suspeitos estão impedidos de comparecer a unidades prisionais e delegacias de polícia onde há uma pessoa custodiada.

 

De acordo com as investigações realizadas pelo Gaeco do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), foram identificadas atitudes suspeitas de alguns advogados do Pará, que estavam se utilizando do exercício da profissão para se beneficiar de forma ilegal com a organização criminosa PCC. Esta movimentação dos advogados foi intitulada como “Sintonia dos Gravatas”.

 

Ainda segundo o inquérito do Gaeco, a Sintonia dos Gravatas se trata de um grupo de advogados que trabalham em um setor dentro do PCC. Uma de suas funções seria a de recrutar novos advogados em todo o país para entrarem na organização criminosa e trabalhar para os interesses dela.

 

As provas obtidas pelo Gaeco/MPPA foram suficientes para demonstrar que os advogados suspeitos não tem vínculo direto com seus clientes. Na verdade, o PCC se apresenta como o gestor de toda essa ponte entre advogados e assistidos, tendo a sua disposição os profissionais do Direito para defender os interesses dos criminosos filiados à organização criminosa.

 

Fonte:Bruno Menezes

Imagem: Reprodução